Ontología de la vida y ontología fundamental
El problema de la escisión entre existencia y ente viviente
DOI:
https://doi.org/10.36942/rfim.v6i1.1539Palabras clave:
Vida, Ser-ahí, OntologíaResumen
En el parágrafo 10 de Ser y tiempo, Martin Heidegger delimita la analítica existencial con el fin de diferenciarla de la psicología, de la antropología filosófica, de la propia biología y también de las filosofías de la vida. De este modo, el autor pretende renovar el punto de partida teórico del ente que nosotros mismos somos, alejando al lector de las ideas de persona, alma, conciencia, espíritu, etc. El objetivo de este artículo es discutir cómo se presenta el problema de la vida en este parágrafo, pues, si por un lado la analítica existencial no puede ser una filosofía de la vida, en la medida en que se propone investigar el sentido del ser a partir de la comprensión previa del ser que solo el ser-ahí posee, por otro lado Heidegger también señala una vía para la investigación ontológica de la vida a partir de la ontología del ser-ahí. El problema es que la vida no es ni un ente simplemente dado [Vorhandenes], ni un ente a la mano [Zuhandenes], ni el ser-ahí. Es un “modo de ser peculiar accesible únicamente al ser-ahí”, pero que no se reduce a él ni se reduce a los entes simplemente dados. Heidegger creía que la analítica existencial podría suplir las carencias de la propia filosofía de la vida, al lograr alcanzar la vía de acceso al sentido del ser; sin embargo, esta articulación no fue desarrollada en ninguna parte de la obra del autor, dejando a este concepto con un lugar incierto en la ontología en general.
Descargas
Citas
Heidegger, M. Sein und Zeit. (GA.2) [1927] Frankfurt am Mein : Vittorio Klostermann, 1976 [Heidegger, M. Ser e Tempo. Trad. Fausto Castiho. Petrópolis : Vozes, 2012.
Heidegger, M. “Phänomenologische Interpretationen zu Aristoteles. Anzeige der hermeneutischen Situation”. Dilthey Jahrbuch, nº 6, pp. 228-274, Hans-Ulrich Lessing, 1989 [Heidegger, M. Interpretaciones fenomenológicas sobre Aristóteles. Indicación de la situación hermenéutica. Trad. Jesús Adrián Escudero, Madrid : Trotta, 2002].
Heidegger, M. Phänomenologische Interpretationen zu Aristoteles: Einführung in die phänomenologische Forschung (GA 61). Frankfurt am Main: Vittorio Klostermann, 1994 [Heidegger, M. Interpretações fenomenológicas sobre Aristóteles: Introdução à pesquisa fenomenológica Trad. Enio Paulo Giachini. Petrópolis: Vozes, 2011].
Heidegger, M. Die Grundbegriffe der Metaphysik. Welt – Endlichkeit – Einsamkeit. Frankfurt am Main : Vittorio Klostermann, 1983.
Heidegger, M. Einführung in die phänomenologische Forschung (GA 17), Frankfurt am Main : Vittorio Klostermann, 1994 [Heidegger, M. Introducción a la investigación fenomenológica. Trad. Juan José García Norro. Madrid : Síntesis, 2008].
Heidegger, M. Wegmarken (GA9), Frankfurt am Main : Vittorio Klostermann, 1967 [Heidegger, M. Marcas do caminho. Trad. Enio Paulo Giachini e Ernildo Stein. Petrópolis : Vozes, 2008].
Barbaras, R. Investigações fenomenológicas: em direção a uma fenomenologia da vida. Curitiba: Editora UFPR, 2011.
Escudero, J. “Notas aclaratorias”. Em: Heidegger, Martin. Interpretaciones fenomenológicas sobre Aristóteles. Indicación de la situación hermenéutica. Madrid : Trotta, 2002.
Krell, D. “The ‘Factical Life’ of Dasein: From the Early Freiburg Courses to Being and Time”. In: Reading Heidegger from the Start, pp. 361–379. New York : State University of New York Press. 1994.
Gaiger, J. “Lebensphilosophie”. In: Craig, E. (ed.). Routledge Encyclopedia of Philosophy [online]. Disponível em: https://www.rep.routledge.com/articles/thematic/lebensphilosophie/v-1, Acesso em: 05.06.2026.
Reis, R. R. “Pulsão e dimensão: Heidegger e a estrutura da aptidão orgânica”. Trans/form/ação, v. 41, n. 3, pp. 191-212, 2018.
Reis, R. R. “A Fenomenologia da percepção animal nos conceitos fundamentais da metafísica”. Dissertatio: Revista de Filosofia, v. 48, 2018, pp 125 – 144.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Isadora Franco Felício dos Santos

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial 4.0.
Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional
CC BY-NC 4.0
Canonical URL https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/
Você tem o direito de:
Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato
Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material O licenciante não pode revogar estes direitos desde que você respeite os termos da licença.
De acordo com os termos seguintes:
Atribuição — Você deve dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas. Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de nenhuma maneira que sugira que o licenciante apoia você ou o seu uso.
NãoComercial — Você não pode usar o material para fins comerciais.
Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.
Avisos:
Você não tem de cumprir com os termos da licença relativamente a elementos do material que estejam no domínio público ou cuja utilização seja permitida por uma exceção ou limitação que seja aplicável.
Não são dadas quaisquer garantias. A licença pode não lhe dar todas as autorizações necessárias para o uso pretendido. Por exemplo, outros direitos, tais como direitos de imagem, de privacidade ou direitos morais, podem limitar o uso do material.
