Condição hídrica, climática e de governança em Portugal – conquistas e vulnerabilidades

Autores

  • Luísa Schmidt
  • Pedro Prista

Resumo

Atendendo à posição geográfica de Portugal não se adivinha a situação de insegurança hídrica em que o país vive
e que rapidamente se tem vindo a agravar. Ocupando uma faixa litoral frente ao Atlântico Norte, é atravessado por
vários rios ibéricos (Minho e Lima, Douro, Tejo e Guadiana) e por um número elevado de cursos internos (Ave, Cávado, Vouga,
Mondego) vindos principalmente da zona montanhosa centro e norte, os quais são em geral alimentados pela precipitação de inverno.

Contudo, solos desfavoráveis à retenção e acumulação freática, afectam negativamente a condição hídrica geral. Esta acompanha os contrastes entre paisagens atlânticas, (a Norte e Centro Litoral com maiores disponibilidades hídricas); continentais (a Norte e Centro Interior) e mediterrânicas (a Sul), ambas com a tradicional escassez hídrica. Por seu lado, as grandes concentrações urbanas e metropolitanas situam-se no litoral Norte e Sul junto ao troço terminal dos rios mais importantes, vincando um desequilíbrio territorial que as políticas hídricas desde o século XIX pretenderam, sem sucesso, corrigir com importantes planos de barragens e políticas agrárias e de povoamento

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Publicado

2022-12-21

Como Citar

SCHMIDT, Luísa; PRISTA, Pedro. Condição hídrica, climática e de governança em Portugal – conquistas e vulnerabilidades. Diálogos Socioambientais, [S. l.], v. 5, n. 15, p. 39–42, 2022. Disponível em: https://periodicos.ufabc.edu.br/index.php/dialogossocioambientais/article/view/817. Acesso em: 24 fev. 2024.