Marcuse e a primeira geração de Frankfurt: Conservadorismo e autoritarismo ontem e hoje

Entrevista com John Abromeit

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36942/rfim.v5i1.1399

Palavras-chave:

Herbert Marcuse, Escola de Frankfurt, John D. Abromeit

Resumo

Ao longo da entrevista, o professor John D. Abromeit explora a relevância do pensamento de Herbert Marcuse e outros autores da primeira geração da Escola de Frankfurt no contexto da ascensão do populismo autoritário. Tocando em temas como a nova direita e seu internacionalismo, Abromeit traça paralelos entre líderes populistas como Trump e Bolsonaro. Ele também reflete sobre o papel da linguagem e da cultura na formação de identidades coletivas, especialmente em um contexto onde questões de raça e classe se entrelaçam. É discutida também a importância de revisitar e reinterpretar as obras de Marcuse e outros teóricos críticos à luz das condições sociais atuais, argumentando que a crítica deve se adaptar às mudanças históricas. Ele levanta questões sobre a defesa da democracia em um cenário onde as instituições estão sendo desafiadas, e propõe um diálogo entre as tradições da teoria crítica e a prática política contemporânea. A entrevista convida à reflexão sobre como as ideias de Marcuse e a tradição da Escola de Frankfurt podem oferecer perspectivas valiosas para enfrentar os desafios políticos e sociais do presente.

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Biografia do Autor

Gabriel Ramponi, Universidade Federal do ABC

Graduado em Relações Internacionais pela Faculdades de Campinas (Facamp), Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Doutorando em Filosofia pela Universidade Federal do ABC (UFABC). Foi pesquisador-colaborador do projeto internacional de pesquisa "Extimidades: teoria crítica desde o Sul Global", vinculado à UFABC. Recebeu a "Marcuse Society Phd Research Fellowship", para os anos de 2023 e 2024. Foi aprovado para o "Hochschulwinterkurs Curso de Inverno de Língua e Cultura Alemãs", programa do DAAD, de 2024. Desenvolve pesquisa sobre a Imaginação como contradição, entre a libertação e a dominação, e baseia-se na obra de Herbert Marcuse e de Roberto Schwarz, especialmente sua interpretação da obra de Machado de Assis.

Bruno Fabricio Alcebino da Silva, Universidade Federal do ABC

Graduado em Ciências e Humanidades e graduando em Ciências Econômicas e Relações Internacionais pela  Universidade Federal do ABC (UFABC). Atua como monitor e pesquisador do Observatório de Política Externa e Inserção Internacional do Brasil (OPEB), com atividades em produção editorial e pesquisa em política externa. Integra o projeto de pesquisa Utopia e Crítica: Subjetividades, Democracia e Transformação Social e é membro do Grupo de Estudos da América Latina Contemporânea (GEALC). Possui experiência em análise política e regulatória, incluindo pesquisa documental, mapeamento de stakeholders e avaliação de risco institucional. Desenvolveu iniciação científica em Teoria Crítica, com foco na relação entre trabalho, economia e filosofia social no pensamento de Herbert Marcuse. Realizou mobilidade acadêmica internacional na Universidad de la República (Montevidéu, Uruguai), no âmbito da Associação de Universidades Grupo Montevidéu (AUGM), com estudos em conjuntura internacional e política externa. Autor e colaborador em veículos nacionais e internacionais.

Referências

ABROMEIT, J. “Herbert Marcuse and the Dialectics of Liberation in the Age of Trump”. Dossiê Herbert Marcuse, Parte 1. Dissonância: Revista de Teoria Crítica, v. 2, n. 1.1, p. 59-84, 2018.

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Publicado

2026-04-07

Como Citar

RAMPONI, Gabriel; ALCEBINO DA SILVA, Bruno Fabricio. Marcuse e a primeira geração de Frankfurt: Conservadorismo e autoritarismo ontem e hoje: Entrevista com John Abromeit. Revista de Filosofia Instauratio Magna, [S. l.], v. 5, n. 1, p. 53–68, 2026. DOI: 10.36942/rfim.v5i1.1399. Disponível em: https://periodicos.ufabc.edu.br/index.php/instauratiomagna/article/view/1399. Acesso em: 30 abr. 2026.

Edição

Seção

Entrevistas