Dissonância moral na experiência estética

Reflexões em torno de uma filosofia cognitiva da arte

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36942/rfim.v5i1.1242

Palavras-chave:

Filosofia da arte, Ética e estética, Experiência estética, Imoralidade, Imoralismo reflexivo

Resumo

Arte e imoralidade: a evolução moral pela experiência da arte imoral (Editora Fi, 2024), de Gustavo Luiz Pozza, é objeto desta resenha. O livro propõe um imoralismo reflexivo, pelo que se argumenta que a experiência estética de arte imoral fomenta a evolução moral do espectador, funcionando como um exercício de valores. O autor dialoga criticamente com o eticismo de Bery N. Gaut e o imoralismo cognitivo de Matthew Kieran, lançando mão da filosofia da mente e da fenomenologia. Conclui-se que o mérito da obra repousa em sua sofisticada reformulação do debate, superando propostas de suspensão do juízo. Continua em aberto se o ganho cognitivo descrito constitui um valor artístico intrínseco, um problema que põe em evidência a maturidade teórica do projeto.

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Biografia do Autor

Fábio Luiz Nunes, Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG)

Mestre e doutorando em Estudos Linguísticos pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Especialista em Didática, Práticas de Ensino e Tecnologias Educacionais pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), em Formação Docente para a Cultura Digital pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e em Retórica e Análise do Discurso em Publicidade e Propaganda pela Universidade de Araraquara. Psicólogo pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Profissional técnico-administrativo no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG).

Referências

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POZZA, G. L. Arte e imoralidade: a evolução moral pela experiência da arte imoral. Cachoeirinha (RS): Editora Fi, 2024.

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Publicado

2026-04-07

Como Citar

NUNES, Fábio Luiz. Dissonância moral na experiência estética: Reflexões em torno de uma filosofia cognitiva da arte. Revista de Filosofia Instauratio Magna, [S. l.], v. 5, n. 1, p. 69–76, 2026. DOI: 10.36942/rfim.v5i1.1242. Disponível em: https://periodicos.ufabc.edu.br/index.php/instauratiomagna/article/view/1242. Acesso em: 2 maio. 2026.

Edição

Seção

Resenhas