A teoria do sujeito em Judith Butler
O conceito de agência
DOI:
https://doi.org/10.36942/rfim.v4i1.1000Palavras-chave:
Autonomia. Ética. Subjetividade. Agência moral.Resumo
Este artigo propõe uma análise do conceito de agência à luz da filosofia de Judith Butler, uma vez que o conceito de sujeito por ela elaborado está em constante transformação. Para tanto, o artigo desdobrar-se-á em três partes: (i) a noção de sujeito linguístico: exploração de como a agência é entendida por meio da teoria da performatividade; (ii) o papel crucial dos discursos sociais no cenário de reconhecimento; e, por fim, (iii) a introdução da responsabilidade intersubjetiva em direção a uma concepção mais otimista de agência. O sujeito linguístico emerge como problemático na medida em que a sua autonomia é obnubilada, uma vez que ele é formado pela linguagem. No entanto, ao incorporar a ideia de responsabilidade intersubjetiva, a teoria ética de Butler passa por uma inovação. Nesse contexto, o sujeito compreende que não pode alcançar um conhecimento completo de si mesmo e, consequentemente, torna-se mais afeito a reconhecer as limitações dos outros. Isso, por sua vez, resulta na criação de um senso de responsabilidade em relação às outras vidas humanas.
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