Consumação e Crise

Fundamentos Teológicos na Origem da Ciência Moderna

Autores

  • Guilherme Serapicos Rodrigues Alves Universidade Federal do ABC

DOI:

https://doi.org/10.36942/rfim.v1i2.320

Palavras-chave:

Razão científica, Modernidade, desencantamento, razão instrumental

Resumo

O limite da razão científica consumada como racionalidade instrumental é tema incontornável no acerto de contas da Modernidade que marca os esforços em torno do chamado pensamento pós-metafísico. Há aí um mal-estar irônico, na medida em que a racionalidade científica se revela como problema no exato momento em que cumpre sua promessa de tudo dominar. Trata-se aqui de uma interpretação problemática ou insuficiente, que postula uma cisão entre ciência e ex istência que não constava na aurora do “projeto moderno” no século X V I. O objetivo, portanto, é o de retornar às origens da Modernidade para identificar como opera, desde lá, o processo de desencantamento dos fundamentos teológicos da racionalidade científica que culminou na chamada crise das ciências europeias, diagnosticada em meados do século XX .

Referências

ADORNO, Theodor; HORKHEIMER, Max. Dialética do esclarecimento: fragmentos filosóficos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985.

AGASSI, Joseph. The very idea of Modern Science: Francis Bacon and Robert Boyle. Heidelberg; New York; London: Springer, 2013.

APPLEBAUM, Wilbur. The scientific revolution and the foundation of modern science. Westport: Greenwood Press, 2005.

BACON, Francis. Novum organum ou Verdadeiras indicações acerca da interpretação da natureza; Nova Atlântida. 3ª Ed. São Paulo: Abril Cultural, 1984, Coleção Os Pensadores.

EAGLETON, Terry. Culture and the death of God. New Haven; London: Yale University Press, 2014.

FABBRINI, Ricardo Nascimento. O fim das vanguardas: da Modernidade à Pós- Modernidade. In: IV Seminário Música Ciência Tecnologia: Fronteiras e Rupturas; 2 a 4 de julho de 2012; São Paulo: ECA-USP, pp. 31-48.

GAUKROGER, Stephen. Francis Bacon and the transformation of Early-Modern Philosophy. Cambridge: Cambridge University Press, 2004.

HABERMAS, Jürgen. Pensamento pós-metafísico: estudos filosóficos. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1990.

HABERMAS, Jürgen. Arquitetura moderna e pós-moderna. Novos Estudos CEBRAP, São Paulo, nº 18, pp. 115-124, 1987. HENRY, John. The scientific revolution and the origins of modern science. 2ª Ed. New York: Palgrave, 2002.

HUSSERL, Edmund. A crise das ciências europeias e a fenomenologia transcendental: uma introdução à filosofia fenomenológica. 1ª Ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2012.

ISRAEL, Jonathan Irvine. Radical enlightenment: philosophy and the making of modernity, 1650-1750. Oxford: Oxford University Press, 2001.

MOURA, Carlos Alberto Ribeiro de. Racionalidade e crise: estudos de história da filosofia moderna e contemporânea. São Paulo: Discurso Editorial e Editora da UFPR, 2001.

ORTEGA Y GASSET, José. En torno a Galileo. In: ORTEGA Y GASSET, José. Obras Completas – tomo 5. 6ª Ed. Madri: Revista de Occidente, 1964.

OSLER, Margaret Jo (ed.). Rethinking the scientific revolution. Cambridge; New York; Melbourne; Madrid; Cape Town; Singapore; São Paulo: Cambridge University Press, 2000.

PARK, Katharine; DASTON, Lorraine. Introduction: the age of the new. In: PARK, Katharine; e DASTON, Lorraine (ed.). The Cambridge History of Science – vol. 3: Early Modern Science. Cambridge; New York; Melbourne; Madrid; Cape Town; Singapore; São Paulo: Cambridge University Press, 2008.

ROSA, Carlos Augusto de Proença. História da ciência: a ciência moderna. 2ª Ed. Brasília: FUNAG, 2012.

ROSSI, Paolo. Francis Bacon: from Magic to Science. London: Routledge and Kegan Paul, 1968.

WEBER, Max. Ciência e política: duas vocações. 18ª Ed. São Paulo: Cultrix, 2011.

ZATERKA, Luciana. As teorias da matéria de Francis Bacon e Robert Boyle: forma, textura e atividade. Scientiae Studia, São Paulo, v. 10, n. 4, pp. 681-709, 2012., DOI: https://doi.org/10.1590/S1678-31662012000400004

Publicado

2021-07-14

Como Citar

SERAPICOS RODRIGUES ALVES, G. Consumação e Crise: Fundamentos Teológicos na Origem da Ciência Moderna. Revista de Filosofia Instauratio Magna, v. 1, n. 2, p. 8-34, 14 jul. 2021.

Edição

Seção

Artigos