Por un Marxismo Ciborg
Donna Haraway, Heredera (Infiel) del Marxismo
DOI:
https://doi.org/10.36942/rfim.v6i1.1537Palabras clave:
Marxismo, Donna Haraway, Feminismo, Epistemología feminista, Manifiesto CiborgResumen
Este artículo investiga las influencias del marxismo en el proyecto epistemológico de Donna Haraway, con especial atención a su producción temprana de la década de 1980, en particular el Manifiesto Ciborg (1985) y Conocimientos Situados (1988). El análisis parte de una lectura cruzada entre el joven Marx de los Manuscritos Económico-Filosóficos (1844) y los textos fundacionales de la “joven Haraway”, mediada por las interpretaciones de Michael Löwy. Se sostiene la tesis de que Haraway actúa como una “heredera infiel” de la tradición marxista, en la medida en que absorbe su impulso crítico, materialista y transformador para luego reconfigurarlo radicalmente a la luz del feminismo y de las tecnologías del capitalismo tardío. El recorrido argumentativo se organiza en torno a tres ejes: (i) la radicalización de la crítica al humanismo, en la cual la figura del ciborg sustituye la teleología redentora por una ontología de la hibridación; (ii) la influencia foucaultiana en el análisis del poder, que conduce a la formulación del “materialismo ciborg” y al concepto de la “informática de la dominación”; y (iii) la reconfiguración de la noción de praxis como epistemología situada, en la que el acto de conocer se afirma como una forma de intervención política. Se concluye que Haraway forja un “marxismo ciborg”: no un mapa para la revolución, sino una caja de herramientas teóricas — derivada principalmente de sus figuras y metáforas — orientada a la construcción de alianzas parciales y de intervenciones responsables en el interior del capitalismo tecnocientífico.
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