Imagens do sofrimento humano segundo Butler e Sontag
a questão da eficácia ético-política da fotografia
DOI:
https://doi.org/10.36942/rfim.v1i3.535Palavras-chave:
Eficácia ético-política, Enquadramento, Imagem fotográfica, ReconhecimentoResumo
O presente artigo tem como objetivo explorar a questão da eficácia ético-política da imagem fotográfica a partir de uma interlocução estabelecida por Judith Butler com alguns textos de Susan Sontag. Segundo Sontag, as imagens fotográficas, ainda que capazes de nos chocar e produzir indignação momentânea diante do sofrimento alheio, são incapazes de exercer uma influência ética duradoura ou politicamente relevante sobre nossa consciência. Butler, por outro lado, considera que as imagens fotográficas, ao se deslocarem espacial e temporalmente de maneiras não passíveis de serem antecipadas, podem erodir quadros de inteligibilidade que impedem o reconhecimento de certas formas de vida e naturalizam as ações que maximizam seu sofrimento – revelando-se, assim, politicamente eficazes.
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