Remuneração Executiva e Desempenho
Um Olhar Para o Fluxo de Caixa Operacional
DOI:
https://doi.org/10.36942/reni.v5i2.367Palavras-chave:
Remuneração executiva, Performance, Resultado, Caixa operacionalResumo
Os estudos sobre remuneração executiva têm por sustentação teórica a Teoria da Agência, em que há a predição de que o principal delega ao agente poderes para conduzir seu patrimônio, sua companhia. No entanto, o principal não tem pleno controle das ações tomadas pelo agente. Uma das maneiras de se alinhar interesses de ambos é através da remuneração. As pesquisas desenvolvidas até então analisaram a relação entre remuneração e resultado, ou remuneração e performance. Os resultados apresentados são controversos. O resultado econômico apresenta-se vulnerável aos accruals discricionários, de modo que o agente pode manipulá-lo para a obtenção de resultados que o proporcione uma melhor remuneração. De outro lado, o resultado financeiro apresenta-se menos suscetível às ações dos executivos no que tange ao uso da discricionariedade, além de ser objeto de validação por parte dos auditores. Neste sentido, o presente estudo verificou se a variação do caixa proporciona remuneração adicional aos executivos, de modo que os estimule a gerar caixa operacional para as companhias. A amostra é composta por companhias abertas europeias, com período de observação entre 2007 e 2016. A principal técnica estatística empregada no estudo foi a regressão múltipla através de dados em painel com efeitos fixos robusto. Os resultados apontaram para um acréscimo médio de US$ 16.000 na remuneração anual dos executivos que geraram caixa operacional para as companhias. O estudo concluiu que o uso desta variável como indicador para remuneração executiva ainda é baixo, cerca de 15% das companhias a utilizam. No entanto, o uso da variação do caixa operacional pode apresentar melhores resultados na relação de agência, mitigando possíveis problemas e reduzindo o custo de agência.
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