Kau ki galu sta, galinha ka ta kanta? Reflexões sobre narrativas de mulheres e homens em situação de violências conjugais em Cabo Verde

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Carmelita Silva

Resumo

No presente artigo, procuro refletir sobre as representações que mulheres e homens caboverdianas (os) em situação de violências constroem sobre as violências experienciadas nas relações conjugais. Para o efeito, ainda que na análise de suas narrativas, recupero algumas contribuições das teorias da dominação masculina e do patriarcado, chamando atenção para a necessidade de situar os conceitos que usam no contexto particular de Cabo Verde e de trazer uma reflexão que busque a intersecção entre os vários marcadores de desigualdade sociais, de entre os quais destaco: o género, classe sociais e marcador geográfico. Assim, para compreender como as relações de dominação se processam, as múltiplas relações que implicam e os diferentes significados que os diretamente envolvidos constroem de suas práticas, apoio a análise dos dados empíricos nas abordagens relacional, pós-colonial e na perspetiva interseccional. Para tanto, o poder enquanto elemento central da análise, é visto, à semelhança do que sugere Michel Foucault (1979) como algo transitório na relação entre os casais e que se exerce onde há possibilidades de resistências.

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Como Citar
Silva, C. (2021). Kau ki galu sta, galinha ka ta kanta? Reflexões sobre narrativas de mulheres e homens em situação de violências conjugais em Cabo Verde. AbeÁfrica: Revista Da Associação Brasileira De Estudos Africanos, 6(6), 238–272. https://doi.org/10.36942/abe-africa.v6i6.1366
Seção
Dossiê