Bandung e a Solidariedade Afro-Latino-Asiática: Nascimento, crise e as possibilidades descoloniais da cooperação Sul-Sul
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Resumen
A “história oficial”, moldada pela colonialidade, costuma ocultar as peculiaridades e o impacto da solidariedade Afro-Latina-Asiática para as relações internacionais. Dessa forma, o artigo se propõe a trazer a luz do debate três grandes momentos importantes na política internacional produzidos e vivenciados no Sul global. O primeiro passou pela edificação e constituição da solidariedade na margem do sistema, que se iniciou nos anos 1950 e se estendeu até fins de 1970, figurando como momentos de extrema importância: a Conferência de Bandung (1955); Conferência do Cairo (1961); Conferência das Mulheres Afro-Asiáticas (1961); Movimento dos Não-Alinhados (1961); a construção de uma Nova Ordem Econômica Internacional (1974) e a proposição para uma cooperação solidária entre os países periféricos, no Plano de Ação Buenos Aires (1978). Num segundo momento, houve um processo de arrefecimento das relações Sul-Sul, nos anos 1980 e 1990, devido às crises da dívida e a ideia da inexistência de alternativas ao neoliberalismo, “vitorioso” após a queda do Muro de Berlim. Por fim, o início do século XXI teve como cenário o renascimento da solidariedade Sul-Sul e o esforço em reformar o ordenamento internacional, que não estaria representando devidamente o interesse dos países periféricos. Portanto, se faz necessário compreender como tais movimentos no Sul global se organizaram, quais mudanças conseguiram promover no sistema, assim como o porquê das idas e vindas no sentido cooperativo do Sul global.
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