Entrelaces de Memórias Africanas: entre o Real e a Ficção
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Resumen
Propõe-se, com este artigo, refletir acerca de questões ligadas à memória e a alteridade feminina na tradição cultural africana, a partir do diálogo com obras que tematizaram, em algum momento, a memória feminina africana. Por se tratar de uma obra notadamente confessional, inicialmente se deu prioridade para o texto A confissão da leoa, de Mia Couto. Entretanto, ao longo do artigo, narrativas de Paulina Chiziane e Odete Semedo também se erigiram para leitura, uma vez que tais escritoras tão bem souberam abrir o arquivo das mulheres de África. Buscou-se ainda discutir o arquivo africano e o lugar duplamente colonizado da mulher africana dentro e fora de narrativas ficcionais, para, assim, apontar perspectivas outras a partir de reflexões advindas do suporte teórico-metodológico de pensadores e pensadoras das teorias decoloniais, que se propõem a reescrever a história dos povos subalternizados, construindo, desse modo, memórias e narrativas outras, como é o caso de Maria Lugones, que faz uso da colonialidade do poder para pensar novas formas de lidar com as questões de gênero. Este artigo, assim, se guia pelos princípios da decolonialidade e do mal de arquivo, destacando a urgência de desarquivamento das memórias africanas subalternizadas e silenciadas pelo colonialismo, de modo particular, de mulheres africanas que povoam os livros de autoras e autores daquele continente, bem como de mulheres comuns que andam pelas ruas de Guiné-Bissau, Moçambique, Nigéria e tantos outros países que constituem o continente africano.
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