Grafias vivas de mulheres negras: cidade, slam de poesia e tradição oral africana City, Poetry Slam, and African Oral Tradition

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Beatriz Santos de Souza

Resumo

A partir da diáspora, diferentes povos africanos foram trazidos ao Brasil e tiveram sua tradição ameaçada durante a escravidão e colonização europeia. A oralidade foi um dos principais meios de resistência e manutenção das culturas afro durante esse período fazendo com que aos poucos fosse se incorporando ao contexto brasileiro dando origem ao que conhecemos por cultura afro-brasileira. Entre samba, capoeira, casas-terreiro e outros elementos resultantes dessa confluência cultural, acredito que o slam de poesia também seja uma reverberação disso. A partir da compreensão da tradição oral africana e da oralitura busquei tecer as relações existentes desses elementos com o slam de poesia praticado pelas mulheres negras. Apesar de ser um fenômeno do agora, situado, o slam é também um movimento de transmissão de saberes carregado de ancestralidade. Para as mulheres negras, o slam surge como um quilombo urbano onde seus corpos performam narrativas particulares e coletivas rompendo um silêncio antes imposto.

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Como Citar
Santos de Souza, B. (2026). Grafias vivas de mulheres negras: cidade, slam de poesia e tradição oral africana: City, Poetry Slam, and African Oral Tradition. AbeÁfrica: Revista Da Associação Brasileira De Estudos Africanos, 12(12), 83–103. Recuperado de https://periodicos.ufabc.edu.br/index.php/abeafrica/article/view/1517
Seção
Dossiê