Geograficidade para além-mar: escrita de mulheres negras em sala de aula

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Fernanda de Faria Viana Nogueira
Tais Alves Teixeira

Resumo

Ensinar-aprender Geografia é desvelar o mundo que nos constitui e nos atravessa, reconhecendo que o ato educativo é também uma prática política e epistêmica. Este artigo parte do compromisso de construir uma Geografia Escolar antirracista, tendo como referência literaturas de mulheres negras de origem africana e da diáspora, cujas escritas evidenciam a geograficidade presente nas experiências negras e tensionam o caráter colonial e eurocentrado que ainda estrutura o ensino de Geografia no Brasil. A ausência de bibliografia produzida  em África sobre sua Geografia, ainda nos faz reproduzir uma maneira de pensar e fazer Geografia acentada em conceitos eurocentricos. Para pensar um outro jeito de produzir conhecimento partidos de alguns conceitos como: geograficidade, colonialidade, gênero e raça, para analisar e compreender a literatura como campo de leitura e escrita do espaço. Em diálogo com a Lei 10.639/2003 e as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais, o trabalho busca contribuir para o fomento e adensamento de suas diretivas, reconhecendo o papel das práticas pedagógicas na superação das barreiras racistas que persistem nos currículos e na estrutura político-pedagógica das escolas. Assim, evidencia-se a potência da escrita de mulheres negras africanas e diaspóricas como via de reescrita do mundo e como prática de resistência e criação na Geografia Escolar.


 

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Detalhes do artigo

Como Citar
de Faria Viana Nogueira, F., & Alves Teixeira, T. (2026). Geograficidade para além-mar: escrita de mulheres negras em sala de aula. AbeÁfrica: Revista Da Associação Brasileira De Estudos Africanos, 12(12), 188–210. Recuperado de https://periodicos.ufabc.edu.br/index.php/abeafrica/article/view/1616
Seção
Dossiê