De África ao Brasil, da brincadeira ao esporte: um lado do gorro de Exu na cultura brasileira

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Gabriel Orenga Sandoval

Resumo

Que o futebol chega ao Brasil via ingleses, é de conhecimento geral. Que Mario Filho discute essa questão exaltando a emergência negra no futebol brasileiro, trazendo outra forma de jogar, também. A questão que defendo com esse texto, apoiado nesses elementos, é que a maneira com que esse jogo foi aprendido no Brasil não corresponde com sua origem colonizatória, mas, para a assunção dessa questão, urge a necessidade de um passo além: de um aprofundamento maior no pensamento afro-brasileiro. Isso porque somente através dele que há a permissão de pensar que as brincadeiras que educaram os jogadores aproximam-se da constituição dos terreiros, uma vez que ambos acontecem na rua e evocam uma forma de agir longe da intelectualização ocidental, mas de uma potência para agir calcada na porosidade do corpo no envolvimento com o ambiente cósmico do terreiro – ou, do que defendo, do jogo.

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Como Citar
Orenga Sandoval, G. (2026). De África ao Brasil, da brincadeira ao esporte: um lado do gorro de Exu na cultura brasileira. AbeÁfrica: Revista Da Associação Brasileira De Estudos Africanos, 12(12), 211–234. Recuperado de https://periodicos.ufabc.edu.br/index.php/abeafrica/article/view/1531
Seção
Dossiê