O imaginário político da Frelimo e aldeias comunais em Moçambique pós-colonial (1975-1990)
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Resumo
Neste artigo exploro as possibilidades de aplicação do conceito de imaginário às Aldeias Comunais e ao imaginário político da Frelimo durante a vigência da Primeira República Popular de Moçambique (1975–1990). Com isso, procuro evidenciar o modo pelo qual durante a Luta Armada de Libertação Nacional (LALN), a Frente elaborou um conjunto de imagens, sonhos e utopias sobre a sociedade moçambicana e com os apoios concedidos pela União Soviética e outros aliados, essas representações tornaram-se cada vez mais reais. Foi assim que o imaginário acerca da “nova sociedade/homem novo” expandiu-se sendo as aldeias comunais um importante veículo para a viabilização desse projecto. No que se refere aos procedimentos metodológicos, o texto foi construído na base de leitura das publicações antigas e recentes em torno do imaginário, imaginário político e das aldeias comunais. Em alguns casos, trabalhei com fontes documentais. Por último, fiz análise vertical e horizontal das possibilidades da aplicação do conceito de imaginário político sobre aldeias comunais em Moçambique. O meu argumento principal é de que o imaginário político construído pela Frelimo teve, de forma realista – a exemplo das aldeias comunais - suas próprias práticas, apropriações, atores, lógicas e modus operandi e que, portanto, o imaginário pode ser entendido como um certo deslizamento do real.
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