A ‘batalha pela educação’ durante o processo de libertação de Angola (1961-1975)
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Resumo
Este trabalho trata das reformas do sistema de ensino colonial, durante o processo de libertação de Angola, entre 1961 e 1975, sob a perspectiva colonialista. Ao longo do texto procuramos abordar como o sistema de ensino foi objeto de reformas da política educativa do Estado Novo, visando estrategicamente ganhar a simpatia da população para o projeto civilizatório português em Angola, pelo campo da educação. Além da busca de apoio da população angolana, as reformas visavam ganhar aprovação da comunidade internacional para seu projeto de colonialismo, diante da pressão e críticas que faziam ao colonialismo português em África. Para isso, analisamos duas obras clássicas que se preocuparam especificamente em destacar as reformas deste período, registrando-as como se Angola não estevesse sob a violência da guerra portuguesa contra as lutas de libertação. Uma, propagando as reformas como promotoras de “trincheiras de paz em clima de guerra”; outra tratando do sistema de ensino em perspectiva evolutiva, reafirmando que as reformas evidenciavam como “o desenvolvimento de Angola foi enorme nestes anos de guerra”. Paralelamente, os líderes do Movimento Popular pela Libertação de Angola (MPLA) também foram implantando escolas nos espaços recuperados do domínio colonial, investindo na alfabetização e na formação da consciência nacional para o processo de libertação. Os discursos promotores do sucesso na educação colonial, contudo, ignoraram a implantação do ensino anticolonial que também se desenvolvia preparando Angola para a libertação.
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