Vozes-mulheres angolanas na luta anticolonial, sentidos da liberdade

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Dayane Augusta Santos da Silva

Resumo

Com base em depoimentos orais, fontes militares e jornalísticas, este artigo propõe uma reflexão teórico-conceitual sobre as experiências de mulheres na luta anticolonial angolana. Interrogo as circunstâncias em que essas sujeitas foram chamadas a se posicionar e, ao fazê-lo, reconfiguraram suas trajetórias e papéis, abrindo novos caminhos para se pensar a mudança. Trata-se de um artigo que, além de acentuar a participação dessas mulheres em atuações específicas nas diferentes províncias de Angola, realiza também um exercício interpretativo a partir do Livro da paz das mulheres angolanas, de Dya Kassembe e Paulina Chiziane, como forma de compreender a tomada de posição dessas mulheres frente ao contexto dos treze anos da luta de libertação. As “vozes” aqui reunidas oferecem interpretações da história, revelando tanto os sucessos quanto os limites de um processo de independência impulsionado, inclusive, por mulheres de várias regiões de Angola, na condição de protagonistas. Optou-se por privilegiar narrativas anônimas, não como expressão de uma história definitiva, mas como parte do que lhe confere verossimilhança. Além de evidenciar outras lógicas de pertencimento e de construir pontes e diálogos, entendo as mulheres angolanas anônimas como sujeitas de suas próprias histórias, na condição de coautoras da luta contra o colonialismo.

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Como Citar
Santos da Silva, D. A. (2025). Vozes-mulheres angolanas na luta anticolonial, sentidos da liberdade. AbeÁfrica: Revista Da Associação Brasileira De Estudos Africanos, 11(11), 632–674. https://doi.org/10.36942/abe-africa.v11i11.1508
Seção
Artigos