A arte africana como filosofia: a tese de Senghor e a tradução de Souleymane Bachir Diagne "

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Ana Rocha

Resumo

Nesta exposição é nossa pretensão verificar de que modo o poeta e primeiro presidente do Senegal, Léopold Sédar Senghor, encarou a arte africana, nomeadamente as máscaras e a estatuária, enquanto expressões do pensamento filosófico africano, contrapondo posicionamentos, como os de Emmanuel Levinas ou de Hegel, que não concebiam a existência de filosofia fora dos contornos europeus. Para tal iremos apoiar-nos no livro Léopold Sédar Senghor. L’art africain comme philosophie, do filósofo senegalês Souleymane Bachir Diagne, que nele analisa profundamente o raciocínio de Senghor e descreve o trabalho filosófico que o poeta elaborou ao longo dos anos no sentido de comprovar a sua intuição de que a arte africana é uma expressão do pensamento africano e não uma mera expressão artística cujo propósito é alcançar o belo ou a imitação do real. Face a uma diferenciação Senghoriana apoiaremos o posicionamento da “tradução” de Souleymane Bachir Diagne.

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Como Citar
Rocha, A. (2023). A arte africana como filosofia: a tese de Senghor e a tradução de Souleymane Bachir Diagne ". AbeÁfrica: Revista Da Associação Brasileira De Estudos Africanos, 8(8), 294–307. https://doi.org/10.36942/abe-africa.v8i8.1385
Seção
Dossiê