Criação heteronímica e vanguarda em Virgílio de Lemos

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Dênis Augusto da Silva

Resumo

Quando se pensa em procedimento heteronímico, vem-se logo à mente o conhecido caso de Fernando Pessoa. De fato, em nenhum outro autor a despersonalização alcançou a dimensão que tem na obra pessoana. Mas, entre as literaturas em língua portuguesa, um caso também chama especialmente atenção: o do poeta moçambicano Virgílio de Lemos. Neste trabalho, apresenta-se reflexões sobre a criação heteronímica de Virgílio de Lemos em relação às vanguardas que influenciaram a sua obra – como o movimento Negritude, o Surrealismo, o Barroco Latinoamericano e o Manifesto Pau-Brasil, de Oswald de Andrade –, e ao “barroco estético”, designação que o poeta cunhou no ensaio “As pulsões do barroco estético”, sobre a tendência de sua geração para uma antropofagia cultural comparável a dos modernistas brasileiros. Com isso, espera-se, por um lado, refletir sobre a poética virgiliana e, por outro, sobre heteronímia (ou processo de despersonalização) enquanto fenômeno literário de vanguarda inserido no contexto das modernidades.

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Como Citar
Dênis Augusto da Silva. (2023). Criação heteronímica e vanguarda em Virgílio de Lemos. AbeÁfrica: Revista Da Associação Brasileira De Estudos Africanos, 7(7), 92–104. https://doi.org/10.36942/abe-africa.v7i7.1319
Seção
Artigos