Desvendando a cidade no cinema africano contemporâneo: visões de Maputo no longa metragem Resgate, de Mickey Fonseca

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Marcelo Rodrigues Esteves

Resumo

Este artigo[1] é resultado de uma pesquisa na qual investigo as imagens das grandes cidades africanas no cinema de ficção contemporâneo produzido na África Austral. Partindo de uma indagação proposta pelo escritor queniano Ngũgĩ wa Thiong’o – que imagens estão sendo produzidas pelos diretores africanos quando focam suas câmeras sobre a África?[2] –, e diante do consenso de que a indústria audiovisual ocidental continua operando um regime de representação com imagens estereotipadas e reiteradas do continente africano, meu interesse como pesquisador se volta para os filmes realizados por alguns diretores africanos que rasuram este cerco. Neste artigo, procuro relacionar a violenta e recente história de Moçambique como nação independente, os modos de produção do cinema local e as imagens da cidade de Maputo no thriller de ação Resgate, do diretor moçambicano Mickey Fonseca.





[1] Artigo oriundo de tese de doutorado realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) e estágio de doutorando no exterior, na Universidade de Witwatersrand, África do Sul, com apoio do Fundo de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ).




[2] THIONG’O, N. wa. A descolonização da mente é um pré-requisito para a prática criativa do cinema africano? In: MELEIRO, Alessandra. (Org.). Cinema no mundo – indústria, política e mercado: África. v.1. São Paulo: Escrituras Editora, p. 25-32, 2007.


 



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Como Citar
Marcelo Rodrigues Esteves. (2021). Desvendando a cidade no cinema africano contemporâneo: visões de Maputo no longa metragem Resgate, de Mickey Fonseca. AbeÁfrica: Revista Da Associação Brasileira De Estudos Africanos, 5(5), 113–143. https://doi.org/10.36942/abe-africa.v5i5.1300
Seção
Dossiê