Ritual no dinheiro, apropriação versus protecção. Um olhar antropológico sobre o troco nos mercados informais de Angola
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Resumo
Nos mercados informais angolanos existe um ladrão que usa técnicas espirituais e ritualísticas, a quem, dependendo da região, denominam por masoniqueiro. Este ladrão se apropria do dinheiro de outros agentes económicos com quem troca o dinheiro, geralmente através do troco. Todos os agentes económicos que circulam nestes mercados são considerados suspeitos. Para que o dinheiro não desapareça, como que por contágio, comerciantes e clientes praticam o ritual no dinheiro, que varia de acordo com a região. Para Arnold Van Gennep o homem passa por rituais, seja na vida social ou profissional. No entanto, a realização de rituais pressupõem o uso de objectos, como o dinheiro. Este artigo propõe que o dinheiro, enquanto objecto, também passa por rituais. Explica o ritual no dinheiro como protecção contra os masoniqueiros, outrossim, descreve as formas sincréticas, biformes e muitas vezes (in)conscientes que este ritual toma. Para o efeito, utilizou-se a metodologia de pesquisa bibliográfica e a observação participante, procedendo-se à entrevistas aos comerciantes de alguns mercados informais de Angola.
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